OS 5 ERROS FATAIS QUE causaram A ELIMINAÇÃO DO BRASIL

Virou rotineiro. O Brasil foi eliminado pela quinta vez consecutiva da Copa do Mundo por seleções europeias, e o pior, todas diferentes, em 2006, doeu, mas a Seleção Brasileira era a atual campeã do mundo, vindo de três finais consecutivas de Copa do Mundo.

A França foi melhor, entretanto, foi um jogo equilibrado, um golzinho ali de bola parada. Alguns colocam a culpa no ex-lateral esquerdo Roberto Carlos, outros os absolvem afirmando que foi uma instrução do treinador Parreira.

A grande questão é que os brasileiros, após 2006, nunca mais tiveram uma seleção tão forte no papel, principalmente, como um elenco ao todo. Só para relembrar de forma rápida, em 2006.

O Brasil tinha Ronaldinho, bola de ouro daquele ano , Ronaldo 3 vezes bola de ouro, Kaká que um ano após aquela Copa também foi bola de ouro.

Sem falar do auge do Adriano ”Imperador”, Robinho que naquela altura já tinha sido campeão Brasileiro pelo Santos como protagonista e era o atual camisa 10 do Real Madrid e o poderia defensiva, com simplesmente: DIDA, CAFU, JUAN, LÚCIO e ROBERTO CARLOS.

5. CONSEQUÊNCIAIS DA MÁ CONVOCAÇÃO

Muitos atacantes, poucos camisas 9. Poucos meio-campistas, apenas um com característica de passe vertical, e para o azar de Ancelotti, Lucas Paquetá se lesiona contra o Japão.

A alternativa foi Gabriel Martinelli jogar como meio central/meia atacante, foi substituído no início do segundo tempo.

Para completar, nenhum lateral direito. Danilo, que foi lateral por grande parte de sua carreira, não joga na posição há muito tempo. Longe de seu auge, é reserva no Flamengo.

4. a escolha do modelo de jogo

Em resumo: a Seleção Brasileira optou por jogar em transição, deu a bola para a Noruega e não fez marcação pressão.

No-pós jogo Ancelotti alegou que subir a marcação seria muito arriscado. O técnico tinha medo de subir a última linha defensiva e dar espaço para Halaand disputar na corrida com a defesa brasileira.

Alisson, Gabriel Magalhães e Marquinhos, destaques em seus clubes, não são tão eficientes na Seleção Brasileira. Sem aprofundar muito na parte tática, mas o Brasil, em tese, com apenas um volante.

Casemiro, já com 34 anos, já não consegue ser eficiente na marcação, na maior parte das jogadas, marca a distância, lento em relação aos meias adversários, assim como o lateral Danilo.

3. A ESCOLHA DO BATEDOR DAS BOLAS PARADAS

Não, não foi apenas o pênalti. O Brasil tem como um dos batedores de escanteio o seu centroavante, Matheus Cunha, por exemplo.

Nas entrevistas coletivas, Ancelotti deixou claro que tem o apoio de sua comissão técnica, que o abastece com estatísticas dos jogadores ao longo das temporadas.

Obviamente que pesou demais o Bruno Guimarães, que com apenas três pênaltis batidos em toda sua carreira (sem ser em disputa de pênaltis), batesse um pênalti em umas oitavas de final pela Copa do Mundo.

Segundo, o treinador da seleção brasileira, a ordem de batedores com melhor aproveitamento: RAPHINHA, IGOR THIAGO, NEYMAR, BRUNO GUIMARÃES, ou seja, o jogador que todos queriam que batesse o pênalti, protagonista do time, nem estava no top-3 da comissão técnica.

A bola parada foi decisiva para a seleção Argentina, que na prorrogação marcou com Romero em uma cabeçada em um escanteio cobrado por Messi.

2. AS SUBSTITUIÇÕES

A Seleção Brasileira terminou o jogo com um time que nunca havia jogado. Meio campo com Ederson, Danilo e Casemiro e o ataque com Endrick na ponta direita, Neymar centralizado e Vinicius Jr na ponta esquerda.

A culpa do primeiro gol não foi de algum jogador em específico, porém, o impacto da marcação do lado direito foi gritante.

Endrick deu um bote despretensioso, na verdade, poderia ter cercado, não havia necessidade, já Danilo que já de costume, marca a distância, e o cruzamento tem todo o mérito do Haaland, antecipando ao Gabriel Magalhães e a impulsão juntamente com a precisão da cabeçada para o chão, tirando as chances do goleiro Alisson.

O grande detalhe é que, no momento do cruzamento, havia 8 jogadores do Brasil dentro da área e, mesmo assim, não foi capaz de neutralizar toda a sequência dos fatos. Marquinhos e Casemiro estavam mal posicionados, Gabriel poderia ter atrapalhado mais o Haaland.

A Noruega que estava confortável em tocar a bola para o lado, viu a fragilidade nesse terço final do lado direito e foi fatal.

1. NEM 8 NEM 80

Embora todos os erros citados, o Brasil de Carlo Ancelotti nesse curto ciclo de Copa do Mundo, demonstrou pontos fortes.

Ora a principal maneira de jogar foi em transição, assim aproveitando os espaços de contra atacar uma defesa mal posicionada, na maioria das vezes, com bola longa, ora era apenas girar a bola para que Vinicius Jr ou Raphinha tentassem jogadas individuais.

O grande problema é que essa alternativas de jogo não tem nada a ver com o DNA do futebol brasileiro, irritando demais a torcida brasileira, que esperava no mínimo diante de um adversário com muito menos tradição e camisa um jogo que o Brasil fosse dominante.

Definir como plano tático de jogo dar a bola para Noruega e não fazer pressão alta traduz o 8 ou 80. Com 4 atacantes rápidos, todos imaginavam o Brasil pressionando no campo de ataque, mas não foi o que aconteceu.

E olha como tudo no futebol pode acontecer, mesmo o Brasil não fazendo questão de pressionar a saída de bola da Seleção Norueguesa, em uma das poucas vezes que pressionou…

Criou as melhores situações de gols da partida, pois o primeiro pênalti sai dessa retomada de bola com Rayan e o gol perdido pelo Endrick também é uma bola retomada por Casemiro.

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