Fora da convocação de Ancelotti, relembre momentos marcantes de Neymar pela Seleção brasileira

Revelado pelo Santos, em 2009, Neymar encantou o Brasil com sua forma ousada e alegre de jogar.

Passagem de sucesso na Europa, sendo peça fundamental no Barcelona e no Paris Saint-Germain. 

Superou a marca de Pelé em 2023, se tornando o maior artilheiro da seleção brasileira. 

Ao longo da carreira, Neymar reinventou-se taticamente, evoluindo de um atacante de beirada para um organizador de jogo.

Após um período marcado por lesões no Al-Hilal, Neymar retorna às suas origens no Santos em 2025, buscando resgatar sua melhor versão. 

A última convocação de Carlo Ancelotti para os amistosos contra a França e a Croácia aconteceu no dia 16 de março.

Dentre alguns nomes que estiveram na lista, tivemos alguns testes com atacantes e a ausência de Neymar Jr.

Havia uma forte expectativa, tanto por parte da torcida quanto do próprio craque, de um retorno à Seleção Brasileira.

Neymar segue atuando pelo Santos, buscando uma sequência de jogos que recupere sua constância física.

Ancelotti prioriza que todos estejam na melhor forma possível para o nível de exigência de uma Copa do Mundo.

MENINO DA VILA

Neymar foi revelado pelo Santos em 2009 e seu futebol com gingado brasileiro caiu nas graças do torcedor rapidamente.

Seu impacto midiático com seus cabelos e seu jeito abusado em campo lhe rendeu bons frutos na carreira.

No dia 10 de agosto de 2010, Neymar fez sua grande estreia pela Seleção Brasileira contra os Estados Unidos.

Convocado por Mano Menezes, ele precisou de apenas 28 minutos para marcar seu primeiro gol de cabeça.

Ali, o Brasil entendeu que o futuro da Seleção pertenceria a ele pelos próximos 15 anos de história.

JOVEM EM ASCENÇÃO

Com sua consolidação como um astro atuando pelo Santos, Neymar se transferiu para o Barcelona em 2013.

Seu amadurecimento pela Seleção ainda era um processo, por ser bastante jovem naquele momento.

No entanto, seu talento sempre se sobressaiu e fez com que sua estrela brilhasse mais uma vez.

O recém-contratado do clube catalão assumiu a responsabilidade de ser o “cara” na Copa das Confederações.

Na final contra a Espanha, ele marcou um golaço e liderou a vitória por 3 a 0 no Maracanã.

Foi eleito o melhor jogador da competição, renovando a esperança do hexacampeonato mundial.

No ano seguinte, na Copa do Mundo no Brasil, não tivemos o melhor desfecho possível para o craque.

Neymar chegou como principal jogador daquela seleção que oscilava bastante durante o torneio.

Fez uma ótima fase de grupos, estreando com dois gols fundamentais na virada contra a Croácia.

Repetiu a dose com mais dois gols contra Camarões, sendo o motor técnico da equipe brasileira.

Até que a joelhada do colombiano Zúñiga, nas quartas de final, interrompeu seu sonho de forma traumática.

Sua imagem saindo de maca tornou-se um dos registros mais dolorosos da história do nosso futebol.

Uma ferida aberta que simbolizou a queda emocional do time e que só cicatrizaria dois anos depois.

REDENÇÃO DE NEYMAR

Dois anos se passaram e Neymar se tornou um jogador mais amadurecido e um dos melhores do mundo.

Consagrado pelo Barcelona com o trio MSN, o craque assumiu a braçadeira de capitão do Brasil.

Conduziu a Seleção ao único título que faltava na galeria nacional: o ouro olímpico de 2016.

Após um início sob críticas e empates, o camisa 10 chamou a responsabilidade nos momentos decisivos.

O palco da final foi o Maracanã contra a Alemanha, trazendo o peso do passado recente do futebol.

Neymar marcou um gol de falta magistral e converteu o pênalti decisivo que explodiu o estádio.

CAMISA 10

Após o Barcelona, Neymar tornou-se a contratação mais cara da história indo para o Paris Saint-Germain.

O craque chegou ao clube francês vestindo a camisa 10 e vivendo o auge de sua aptidão técnica.

Em 2018, o Brasil foi para a Copa na Rússia com uma seleção que fez eliminatórias perfeitas com Tite.

Neymar era o líder técnico inquestionável, mas uma lesão em fevereiro de 2018 forçou uma cirurgia.

Após três meses de recuperação, o camisa 10 foi ao torneio mundial sem o ritmo de jogo ideal.

Mesmo assim, marcou gols contra Costa Rica e México, mas caiu para a Bélgica nas quartas de final.

Nesse período, passou a conviver com críticas e a fama de “cair demais”, desgastando sua imagem.

Essa relação se intensificou em 2019, após o craque se lesionar e ficar fora da Copa América.

A Seleção sagrou-se campeã sem seu astro, aumentando questionamentos sobre a dependência do time.

NECESSÁRIO

Em 2021, Neymar exibiu um futebol de altíssimo nível, reafirmando seu papel como coração criativo.

Conduziu o Brasil a uma final de Copa América épica contra a Argentina no Maracanã, mas a derrota causou frustração.

Apesar do resultado, Neymar deu uma aula de técnica e entrega, honrando a camisa nos 90 minutos.

Jogadores argentinos rasgam elogios ao camisa 10 até hoje, descrevendo como uma atuação de gala.

Um ano se passou e Neymar iria para sua terceira Copa do Mundo, dessa vez realizada no Catar.

Diferente das outras edições, o craque demonstrou um foco muito grande e excelente preparo físico.

Teve um início de temporada avassalador pelo Paris e demonstrou enorme maturidade tática com Tite.

Na estreia contra a Sérvia, sofreu uma entorse severa no tornozelo que quase o tira da competição.

Retornou 11 dias depois nas oitavas, provando que aquela Copa era a busca pela glória definitiva.

Nas quartas contra a Croácia, o camisa 10 chamou a responsabilidade no primeiro tempo da prorrogação.

Em jogada que misturou futsal e genialidade, Neymar tabelou pelo meio da defesa e marcou um golaço.

Driblou o goleiro Livakovic com frieza e igualou a marca oficial de 77 gols do Rei Pelé.

Era o ápice técnico de sua carreira, mas o empate croata e a queda nos pênaltis trouxeram nova dor.

MAIOR ARTILHEIRO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Em setembro de 2023, no Estádio Mangueirão, Neymar enfrentou a Bolívia pelas Eliminatórias de 2026.

Ele tinha a missão clara de ultrapassar a marca oficial de 77 gols estabelecida pelo Rei Pelé.

Neymar chegou a desperdiçar um pênalti no início, testando sua resiliência perante o estádio lotado.

No entanto, ao marcar o gol 78 e depois o 79, explodiu em comemoração com o soco no ar.

O gesto foi uma homenagem eterna a Pelé, que havia nos deixado alguns meses antes daquela partida.

Ao atingir o topo da artilharia, ele cravou seu nome de forma incontestável na galeria dos imortais.

Seus números são um testamento de sua longevidade e importância para o esporte nacional brasileiro.

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