De Saída Para MLS: Como Griezmann Se Tornou o Francês Mais Colchonero Da História

Destaque no Real Sociedad, chega ao Atlético como jovem promessa 

Tornou-se um dos melhores do mundo na “Era Simeone” 

Campeão do mundo em 2018, acerta com o Barcelona em 2019 

Em sua volta para Madrid, se readaptou e enfrentou vaias 

Recuperou-se e despede-se como ídolo do clube 

Uma das grandes relações entre jogador e clube terminou.

Antoine Griezmann se despede do Atlético de Madrid agora em 2026.

O adeus ocorre após mais uma eliminação dolorosa na Champions League.

O revés veio contra o Arsenal, nas semifinais da competição europeia.

Apesar de não ter conquistado títulos de peso com a camisa do “Atleti”.

O atacante marcou seu nome na história do clube e de uma geração.

Influenciou jovens que cresceram assistindo ao futebol europeu de elite.

Em uma época que Messi e Cristiano Ronaldo lideravam os rankings.

Griezmann foi um dos poucos que conseguiu brigar pelos pódios.

Veremos como o francês se tornou um dos maiores Colchoneros da história.

DESTAQUE PROMISSOR NO REAL SOCIEDAD

Título: Griezmann comemorando gol pelo Real Sociedad

A trajetória de Griezmann pelo clube basco começou cedo, na base.

O jovem francês jogou quatro anos nos juvenis da equipe.

Sendo o principal destaque, mostrava um futebol diferenciado.

Sua estreia no profissional ocorreu em 2 de setembro de 2009.

O primeiro jogo foi válido por uma partida da Copa do Rei.

No primeiro ano no time principal, foi peça-chave no título da Segunda Divisão.

Ele ajudou a devolver o clube ao topo do futebol nacional espanhol.

Na temporada 2012/13, foi fundamental para levar o time à Champions.

A Real Sociedad voltava ao torneio após 10 anos de ausência.

Griezmann marcou o gol decisivo na vitória contra o Deportivo La Coruña.

Na fase preliminar seguinte, ele se tornou o rosto do time para o continente.

Anotou um gol de voleio espetacular contra o Lyon, em plena França.

Despertou o interesse de gigantes como Arsenal e Paris Saint-Germain.

Entretanto, o Atlético de Madrid foi o mais incisivo na contratação.

O clube buscava peças velozes após as saídas de Diego Costa e David Villa.

CHEGADA NO ATLÉTICO EM 2014 

Título: Griezmann comemorando em seus primeiros anos em Madrid

Em 28 de julho de 2014, Griezmann desembarcou em Madrid.

O valor estimado da transferência foi de 30 milhões de euros.

Trazia consigo o visual de “bad boy” juvenil com cabelos oxigenados.

Tinha a missão de preencher uma lacuna deixada no ataque do time.

Logo no início, sagrou-se campeão da Supercopa da Espanha contra o Real.

O título veio no emblemático estádio Vicente Calderón.

No primeiro jogo, entrou apenas no segundo tempo da partida.

Na volta, foi titular e deu a assistência para o gol do título de Mandžukić.

Apesar do início promissor, os meses seguintes exigiram adaptação rígida.

Griezmann percebeu que o talento puro não bastava para Diego Simeone.

Era necessário sacrifício defensivo e tático para ser titular.

Esse período foi fundamental para entender a filosofia do treinador.

Deixou de ser um ponta aberto para virar um segundo atacante letal.

A virada de chave veio com um hat-trick contra o Athletic Bilbao.

A partir dali, em dezembro de 2014, o francês tornou-se intocável.

Terminou o ano como o terceiro maior goleador da La Liga, com 22 gols.

Foi eleito para o Time do Ano ao lado de astros como Messi e Cristiano.

UM DOS MELHORES DO MUNDO SOB COMANDO DE SIMEONE

Título: Simeone e Griezmann conversando

“Está destinado a estar entre os melhores”, disse Simeone sobre ele.

A parceria entre o técnico argentino e o francês foi perfeita.

A união extrapolou o profissional e virou uma conexão pessoal profunda.

O ano de 2016 foi, com certeza, o ápice técnico de sua carreira.

Griezmann marcou 32 gols em 54 partidas naquela temporada épica.

O Atlético eliminou o Barcelona do trio MSN na Champions League.

Também superou o Bayern de Munique comandado por Pep Guardiola.

Porém, a consagração final na Champions não veio em Milão.

Os Colchoneros perderam novamente para o Real Madrid nos pênaltis.

Griezmann desperdiçou um pênalti no tempo normal que custou caro.

No entanto, a derrota não apagou sua temporada histórica individual.

Foi eleito o melhor jogador da La Liga, superando Messi e CR7.

Ficou em segundo lugar na eleição da UEFA no mesmo ano.

Foi o protagonista da França na Eurocopa, sendo artilheiro e MVP.

Ao final do ano, o pódio da Bola de Ouro consolidou sua fase.

Antoine era oficialmente o terceiro melhor jogador do planeta.

A redenção em troféus continentais veio dois anos depois, em 2018.

Deu um show na final da Europa League contra o Olympique de Marseille.

Marcou dois gols e garantiu o título continental para o Atlético.

Naquela “Era Simeone”, Antoine era o regente da orquestra em campo.

Ele defendia, armava e finalizava com elegância e garra argentina.

CAMPEÃO DO MUNDO EM 2018 E A POLÊMICA IDA AO BARCELONA

Título: Apresentação de Griezmann no Barcelona

A temporada de 2018 para Griezmann foi a sua grande redenção.

Alcançou o sonho máximo sendo campeão do mundo na Rússia.

Foi o cérebro tático da França com suas comemorações icônicas.

No retorno ao Atlético, venceu o Real Madrid na Supercopa da UEFA.

Griezmann foi fundamental na vitória por 4 a 2 naquele clássico.

Naquele momento, a união inabalável começou a ruir nos bastidores.

Um ano antes, ele flertou com a saída no documentário “La Decisión”.

Anunciou sua permanência e a recusa inicial ao Barcelona ali.

Entretanto, a lua de mel acabou definitivamente em maio de 2019.

Griezmann publicou um vídeo de despedida buscando “outros desafios”.

Em julho, o Barcelona pagou sua cláusula de 120 milhões de euros.

A notícia doeu na alma da torcida, que tratou como uma traição.

O craque deixava o posto de ídolo para ser peça em um Barça em reconstrução.

Surgiram provas de que ele já teria acertado com os rivais em março.

Na época, o Atlético ainda lutava pela Champions e pela La Liga.

A falta de profissionalismo o fez sair definitivamente pelas portas dos fundos.

A DIFÍCIL VOLTA PARA MADRID

Título: Temporada da volta do jogador ao Atlético

Após altos e baixos no Barcelona, anunciou seu retorno em 2021.

A torcida Colchonera não o recebeu de braços abertos inicialmente.

A mágoa de 2019 ainda estava muito viva no coração dos torcedores.

Demonstrando humildade, Griezmann cortou o cabelo comprido da Catalunha.

Abriu mão da mística camisa 7 para assumir a camisa 8 no início.

Aceitou uma redução salarial considerável para voltar ao Metropolitano.

Mesmo assim, era alvo de vaias constantes a cada toque na bola.

Enfrentou um impasse jurídico bizarro por causa de uma cláusula contratual.

Para evitar o pagamento de 40 milhões, o clube o usou como reserva.

Ele entrava apenas após os 60 minutos de jogo por vários meses seguidos.

Em vez de criar crises, o atacante preferiu trabalhar em silêncio absoluto.

Pediu desculpas publicamente à torcida, reconhecendo o erro da saída.

Provou com suor que sua prioridade era o bem-estar do clube espanhol.

A VOLTA POR CIMA E A DESPEDIDA DE UM ÍDOLO

Título: Despedida de Griezmann

Com a compra definitiva em 2022, Antoine recuperou sua melhor versão.

As vaias da torcida, com o tempo, se transformaram em aplausos.

A maturidade do francês encantou a Europa nas temporadas seguintes.

Vestindo a icônica 7 novamente, atingiu o ápice histórico em 2024.

Em um Derby contra o Real Madrid, marcou um golaço inesquecível.

O gol o isolou como o maior artilheiro da história do Atlético de Madrid.

Superou a lenda Luis Aragonés e eternizou seu nome na história.

Hoje, aos 35 anos, o ciclo se encerra com a ida para a MLS.

O adeus de 2026 acontece com respeito mútuo e sensação de dever cumprido.

Diferente de 2019, ele sai agora com o carinho de toda a torcida.

Não busca desafios por ego, mas para desfrutar o final da carreira.

Ele parte como o maior artilheiro e líder técnico incontestável.

Provou que é possível consertar um coração partido com lealdade.

Rolar para cima