Pega o café e se ajeita na cadeira: a última vitória do Vasco sobre o Flamengo pelo Brasileirão aconteceu em 27 de setembro de 2015, por 2 a 1, pela 28ª rodada.

De lá para cá, tanta coisa mudou que parece outra era. Para mostrar o tamanho desse jejum, preparamos uma lista com acontecimentos que marcaram o mundo nesse período.
O assunto voltou à tona ontem, quando o Flamengo goleou o Vasco por 4 a 1 no Nilton Santos, pela 33ª rodada. Pedro e Samuel Lino marcaram duas vezes cada, e o Rubro-Negro chegou aos 73 pontos, três à frente do Palmeiras.
Bora viajar no tempo?
Dilma ainda estava no Planalto

Dilma Rousseff estava no primeiro ano do segundo mandato como presidente da República. Parece capítulo de livro de história, mas, para quem acompanhava o futebol naquele fim de setembro, era apenas o noticiário de fundo enquanto a bola rolava.
iPhone 6 era o queridinho

O iPhone 6, lançado em 2014, ainda era o sonho de consumo, e o 6s estava prestes a chegar às lojas. Tela trincada virava drama familiar, a memória do aparelho vivia lotada e a foto do gol saía tremida, mas ninguém reclamava.
Instagram sem Stories

Naquele tempo, o Instagram era só feed e filtro, ponto final. Os Stories só apareceram em 2016. Ou seja, ninguém corria para postar a reação do gol numa sequência de vídeos curtos, com música de fundo. O jeito era mandar a foto e torcer pelas curtidas.
TikTok? Nem pensar

Dancinha viral? Só em festa de família. O TikTok só surgiria em 2016, na China, e ainda levaria um tempo para conquistar o celular do planeta inteiro. Na época, a diversão era assistir ao clássico na TV e comentar com o vizinho, sem nenhum algoritmo no meio.
Pix? Só em 2020

Hoje, dividir a conta do churrasco do clássico leva segundos. Em 2015, era TED, DOC, fila de banco e muita paciência. O Pix só chegou em novembro de 2020, e o torcedor agradece até hoje.
A ironia do rebaixamento

Aqui mora a ironia: mesmo ganhando o clássico, o Vasco terminou o Brasileirão de 2015 na 17ª posição e caiu para a Série B. A alegria contra o rival não bastou para salvar a temporada, e o gosto doce da vitória virou amargo no fim do ano.
Um Brasil em crise

O país atravessava um período turbulento. A Lava Jato ganhava força, a inflação superava 10% em 12 meses e o PIB encolheu mais de 3% naquele ano.
Em dezembro, Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, autorizaria a abertura do processo de impeachment. Era um clima pesado, bem diferente da leveza de um domingo de clássico.
WhatsApp versão raiz

O aplicativo já existia, só que era bem mais simples: sem figurinhas, sem status e sem chamada de vídeo em grupo. Comemorar gol era digitar em caixa alta e torcer para o grupo da família responder. Hoje, a figurinha do rival chorando chega antes mesmo do apito final.
O Rio de olho nas Olimpíadas

A cidade já se preparava para receber os Jogos de 2016. Entre obras e ansiedade, o Rio vivia a expectativa de mostrar ao mundo que daria conta do recado, e o futebol carioca seguia sendo parte desse cartão-postal.

