A história da seleção brasileira é cercada de conquistas épicas.
Também é feita de jogadores lendários.
Mas algumas decisões técnicas geram debates acalorados até hoje.
Quando se trata de convocação final, a “dor de cabeça” é inevitável.
A preferência de certos treinadores impediu que gênios pisassem no palco principal.
Confira os 10 nomes que, por decisões técnicas, lesões ou questões de grupo, acabaram assistindo ao Mundial pela televisão.
1. ROMÁRIO (1998)

A ausência do “baixinho” é com certeza a mais traumática do futebol nacional.
Após ser protagonista absoluto de um ciclo inteiro, ele brilhou intensamente.
Formou a dupla “Ro-Ro” com Ronaldo, sendo peça chave na Copa das Confederações em 1997.
O craque, porém, foi cortado na véspera da Copa da França.
O motivo oficial foi uma lesão na panturrilha.
A cena do jogador chorando na coletiva rodou o mundo.
É uma das marcas mais dolorosas da história do futebol brasileiro.
2. DJALMINHA (2002)

O meia vivia seu auge técnico no Deportivo La Coruña.
Era um dos jogadores mais criativos da Espanha e do futebol mundial.
Estava garantido na lista final do técnico Felipão.
Porém, uma cabeçada no seu treinador, Javier Irureta, durante um treino na Espanha, mudou tudo.
O incidente ocorreu dias antes da convocação definitiva.
Foi cortado por indisciplina da comissão técnica.
O desfecho resultou na convocação do jovem Kaká para a campanha do penta.
3. LEIVINHA (1974)

Ídolo histórico do Palmeiras e titular absoluto durante todo o ciclo pré-Copa de 1974.
Estava sob o comando do técnico Zagallo.
Infelizmente, durante a primeira fase do torneio, seu sonho ruiu.
No empate em 0 a 0 contra o Zaire, o meia-atacante sofreu um baque.
Uma lesão crônica no joelho o impediu de continuar na competição.
O problema físico selou seu destino e o tirou dos gramados na Alemanha.
4. CARECA (1982)

O atacante foi cortado poucos dias antes da estreia contra a Espanha.
O jogador vivia fase espetacular.
Era cotado, inclusive, pela titularidade do ataque comandado por Telê Santana.
Ele sofreu uma distensão muscular no adutor da coxa esquerda durante um treino.
Foi substituído no grupo pelo atacante Roberto Dinamite.
A contusão ocorreu após tentar dominar uma bola em um coletivo.
Forçou a perna de apoio e acabou rompendo a fibra muscular.
5. MARINHO CHAGAS (1978)

O corte de Marinho Chagas para a Copa da Argentina foi uma decisão técnica e disciplinar.
O treinador Cláudio Coutinho foi o responsável pela escolha.
Apelidado de “Bruxa”, o lateral-esquerdo era um fenômeno no futebol mundial.
Considerado por muitos o melhor da sua posição na época.
Contudo, seu estilo de vida boêmio pesou na balança.
Sua personalidade forte não se alinhou com as exigências da comissão técnica.
6. LUÍS PEREIRA (1978)

O lendário defensor era ídolo do Palmeiras e na época defendia o Atlético de Madrid.
Foi o pilar defensivo do Brasil na Copa de 1974.
Apesar disso, o zagueiro foi preterido na convocação de 1978.
A decisão ocorreu por opção técnica do treinador Cláudio Coutinho.
Como o atleta não atuava no Brasil, a comissão priorizou jogadores do futebol local.
Foi uma ausência sentida pela qualidade técnica indiscutível do defensor.
7. FALCÃO (1978)

O “Rei de Roma” já era um dos melhores meio-campistas do Brasil.
Isso era verdade mesmo antes de brilhar intensamente no futebol europeu.
De forma surpreendente, Cláudio Coutinho tomou uma decisão polêmica.
O treinador preferiu levar jogadores de sua confiança do eixo Rio-São Paulo.
A escolha deixou o gênio de fora da Copa da Argentina.
Foi um dos maiores equívocos de convocação daquela geração.
8. RAÍ (1998)

O capitão do tetra em 1994 era referência no São Paulo e no PSG.
Era um dos líderes técnicos mais respeitados da sua geração.
Contudo, Raí não era convocado desde a Copa de 1994.
Foi chamado pelo técnico Zagallo para substituir Juninho Paulista, que estava lesionado.
Porém, foi cortado após atuação ruim contra a Argentina no Maracanã.
O meia foi vaiado, ouviu a torcida gritar “Raí, pede para sair” e foi substituído.
9. ÉDER ALEIXO (1986)

O “Bomba de Vespasiano” marcou época no futebol brasileiro.
Dono de um dos chutes mais potentes e precisos da história.
Era uma arma fundamental no time de 1982.
Telê Santana, contudo, optou por um sistema tático diferente em 1986.
O treinador deixou o atacante fora dos convocados finais.
Foi uma decisão que gerou muitos debates entre os torcedores.
10. ADRIANO IMPERADOR (2010)

Após ser o grande protagonista do título brasileiro do Flamengo em 2009.
E ter um histórico vitorioso de peso na Europa.
Adriano foi testado pelo técnico Dunga no ciclo preparatório.
No entanto, a falta de constância nos treinos foi determinante.
Os problemas extracampo também pesaram contra o jogador.
Isso levou o treinador a excluí-lo da lista final para a África do Sul.

