A Seleção venceu com autoridade a Escócia nesta quarta-feira (24).
Garantimos a primeira posição no Grupo C da Copa.
Se no jogo anterior a torcida tratou a vitória como “fácil”.
Ontem, o Brasil provou que tem capacidade para voos maiores.
Nos bastidores da mídia, o consenso é que Ancelotti achou o desenho.
Diferente de Marrocos e Haiti, o time apresentou sintonia coletiva.
Nomes como Rayan, Bruno Guimarães, Vini Jr. e Matheus Cunha brilharam.
Vale ressaltar a confiança de Rayan ao assumir a titularidade.
Isso ocorreu após a ausência de Raphinha no time.
Temos ainda o retorno gradual de Neymar, buscando o ritmo ideal.
Nesse contexto, é impossível não destacar Vinícius Júnior.
Em uma de suas melhores atuações, ele silenciou críticos.
Mostrou que o protagonismo do Real Madrid está presente aqui.
Porém, a peça que faz o setor ofensivo girar tem nome.
Matheus Cunha é a conexão vital entre ataque e meio-campo.
A IMPORTÂNCIA TÁTICA DE CUNHA

Se a imponência do Brasil nos últimos dois jogos fosse resumida.
O nome desse jogador seria, sem dúvidas, Matheus Cunha.
O empate amargo contra Marrocos passou pela sua ausência.
Naquele dia, vimos um meio-campo desconectado do ataque.
O gol surgiu apenas de uma jogada isolada de Vini Jr.
Igor Thiago ocupava a posição, mas com pouca mobilidade para flutuar.
Ancelotti notou a deficiência e promoveu a troca contra o Haiti.
Ali, Matheus se apresentou ao mundo do futebol.
Com dois gols e atuação de gala, provou capacidade como “falso 9”.
Ele atua também como articulador técnico da equipe.
Ontem, contra a Escócia, o cenário positivo se repetiu.
Com Cunha em campo, o Brasil performou o futebol esperado.
Sua presença dá liberdade aos pontas, que encontram espaços.
Ele cumpre um papel defensivo vital, sendo o motor da pressão.
O “BENZEMA” QUE VINI JR. PRECISA?

Ele apareceu! Desde o início do ciclo de Ancelotti na Seleção.
O torcedor esperava que Vini Jr. entregasse o futebol do Real.
Isso se deve à longa parceria com o técnico italiano.
Sob comando de Ancelotti em Madri, vimos a dupla letal.
Quem acompanhou sabe: a explosão de Vini só foi absoluta.
Ao seu lado, havia um “camisa 9” capaz de entender movimentos.
Benzema recuava para buscar o jogo e abria corredores.
É exatamente esse papel que Matheus Cunha tem desempenhado agora.
Ele exerce essa função “benzemista” no esquema de Ancelotti.
Fica claro que ninguém no mundo sabe extrair o melhor de Vini.
O técnico utilizou Matheus como peça-chave para garantir liberdade.
Na última vez que essa engrenagem funcionou, dominaram a Europa.
Será que o hexa passa por essa parceria?
A CONFIANÇA DE CUNHA

“Eles têm medo da gente”, disse Matheus Cunha para CazéTv.
Para além de campo, o jogador se destaca pela postura.
A Seleção Brasileira precisava resgatar essa confiança inabalável.
Na entrevista, ele rebateu debates sobre síndrome de “vira-lata”.
Muitos ainda insistem nessa ideia na torcida brasileira.
Existe o mito de que o futebol europeu seria superior.
Para o atacante, essa mudança de chave é fundamental.
Precisamos parar de supervalorizar o que vem de fora.
Devemos entender que a qualidade técnica e a nossa história.
Esses são diferenciais que, unidos à organização tática.
Tornam a nossa equipe uma força que não deve satisfações.

