Volante quebrou o silêncio sobre o pênalti Bruno Guimarães Brasil Noruega e, além disso, explicou por que foi ele — e não Vini Jr. — quem foi para a bola.
Mais de dois meses após a eliminação precoce do Brasil na Copa de 2026, Bruno Guimarães voltou a falar.
Além disso, ele voltou a falar sobre o pênalti Bruno Guimarães Brasil Noruega, considerado o momento mais marcante.
Em entrevista concedida em Brisbane, na Austrália, Bruno não escondeu que a lembrança ainda pesa.
“Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante.”
– Bruno Guimarães
“É uma cicatriz”

A cobrança aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando o placar ainda estava zerado.
O pênalti foi marcado após uma falta sofrida por Matheus Cunha dentro da área.
Bruno Guimarães bateu no canto direito, mas o goleiro Nyland defendeu a cobrança.
O lance acabou tendo peso no resultado da partida.
A Noruega venceu por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland, e eliminou o Brasil ainda nas oitavas de final.
A queda marcou a pior campanha da Seleção em uma Copa do Mundo desde 1990.
Por que ele, e não Vini Jr

Depois da eliminação, cresceram os questionamentos sobre a escolha do cobrador, principalmente porque Vinícius Júnior também estava em campo.
Foi justamente o atacante quem entregou a bola a Bruno Guimarães antes da cobrança.
O volante, porém, fez questão de esclarecer que a decisão já estava definida antes mesmo da partida.
“Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu.”
Bruno também lamentou que Vinícius Júnior tenha sido alvo de cobranças por conta do episódio.
“Fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim.”
Sem medo de bater de novo

Apesar da dor ainda recente, o meio-campista deixou claro que não pretende fugir de uma nova responsabilidade em cobranças futuras:
“Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida.”
Foco na Data FIFA
Convocado e à disposição da Seleção, Bruno Guimarães agora vira a chave para o início de um novo ciclo.
Na Data Fifa de setembro, o Brasil terá dois amistosos contra a Austrália, em Townsville e Brisbane, além de um confronto com a Índia, em Calcutá.
Como destacou a Band, o fracasso precoce na Copa teve como um de seus principais símbolos a dificuldade da Seleção em transformar o domínio inicial em gols.
O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães logo nos primeiros minutos acabou se tornando um dos episódios mais marcantes da eliminação.
Meses depois, o próprio volante admite que ainda carrega o peso daquela cobrança.
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