José Mourinho perto de retornar ao Real Madrid após mais de uma década
Primeira passagem de Mourinho no Real durou três anos (10/11,11/12/12/13)
Mourinho muda a postura do time e faz boa campanha em 10/11
Auge do portugues no comando técnico em 11/12
Última temporada marcada pela queda de rendimento e conflitos internos
INÍCIO
Nas últimas semanas, inúmeros rumores surgiram sobre a volta de José Mourinho ao Real Madrid.
Vários jornais e sites esportivos confirmaram o retorno do português.
Portanto, neste artigo, veremos como foi a primeira passagem do “Special One” no, considerado por muitos, maior clube do futebol.
O mundo futebolístico se volta para uma das eras mais intensas e elétricas dos Merengues.
Entre 2010 e 2013, o técnico assumiu o comando do timecom uma missão clara.
Florentino Pérez, presidente da equipe, queria quebrar a nova hegemonia do Barcelona, de Pep Guardiola.
Além disso, tinha o plano de recolocar o Real Madrid no topo da Europa.
O Real estava há anos sem conquistar a Champions League.
Relembre em detalhes como foi essa marcante primeira passagem de Mourinho pelo Santiago Bernabéu.
Período de recordes históricos, títulos, e, claro, muitas polêmicas.
O jejum da Champions e o fantasma do Tiki-Taka do Barcelona de Guardiola
Para entender a chegada de José Mourinho em 2010, é preciso lembrar o cenário dramático enfrentado pelo Real Madrid na época.
O clube vivia uma incômoda seca na Champions League.
O último título tinha sido em 2002, contra o Bayer Leverkusen, por 2×1.
Um outro complicante é o fato do clube ter acumulado seis eliminações consecutivas nas oitavas de final, a última delas diante do Lyon.
Além disso, o rival Barcelona dominava a Espanha e encantava o mundo com o futebol “tiki-taka” de Lionel Messi e Pep Guardiola.
Esse fato precisava ser mudado.
Após investir pesado em craques como Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema e Xabi Alonso, e mesmo assim parar no vice-campeonato espanhol com o técnico Manuel Pellegrini, Florentino Pérez decidiu apostar em um dos maiores nomes da época.
Ele buscou o atual campeão da Europa pela Inter de Milão: José Mourinho.
Afirmação e mudança de postura no Real em 10/11
Mourinho chegou exigindo reforços específicos para moldar sua equipe.
O estilo de jogo era claro e conhecido por muitos.
O comandante queria um time muito forte defensivamente e que fosse letal nos contra-ataques.
Para ajudar o coletivo, o treinador pediu alguns atletas para compor o elenco.
Mesut Özil, Ángel Di María e Sami Khedira foram contratados.
O começo não foi nem um pouco fácil.
A equipe estava prestes a enfrentar seu maior rival.
O primeiro El Clássico de José foi no Camp Nou.
O Real Madrid acabou sofrendo uma senhora goleada por 5 a 0.
Em um duelo que é lembrado até hoje como uma das maiores vitórias do Barça sobre o Real.
Naquele momento, Mourinho percebeu que precisava transformar cada clássico em uma verdadeira guerra para equilibrar as forças no confronto direto.
Foi uma temporada de forte tensão, com o português se envolvendo em inúmeras polêmicas com a arbitragem e até forçando cartões amarelos de seus atletas na Champions para zerar suspensões.
Apesar de cair nas semifinais da Champions League para o próprio Barcelona, o Real Madrid quebrou a maldição das oitavas de final e deu o seu primeiro troco no rival ao conquistar a Copa do Rei, com um gol icônico de cabeça de Cristiano Ronaldo na prorrogação.
Esse título veio com um gosto especial para os jogadores.
Na La Liga, o Real foi vice para o Barcelona. Entretanto, os números foram impressionantes.
Foram 92 pontos feitos e 102 gols marcados na competição.
Por mais que não tenha sido uma temporada perfeita, muitos acreditavam no trabalho do técnico portugues para a próxima temporada.
Um fator muito importante também foi a potencialização de Cristiano Ronaldo.
O ídolo Merengue marcou 53 gols em 54 jogos.
O auge a La Liga dos recordes em 11/12
A segunda temporada de Mourinho foi uma obra-prima na questão de regularidade e força ofensiva.
O Real Madrid se transformou em uma máquina imparável de fazer gols e quebrar recordes ofensivos.
O trio formado por Cristiano Ronaldo, Benzema e Higuaín brilhou de maneira espetacular.
Importante citar a participação incrível do Alemão Özil, que foi um verdadeiro gênio nas assistências e participações para gols.
O Real Madrid garantiu o título da La Liga de forma avassaladora e surpreendente.
Foi uma campanha perfeita quebrando recordes históricos que permanecem até hoje.
O time foi campeão com 100 pontos conquistados na tabela, contra 91 do Barcelona.
Além disso, conseguiram chegar a marca de 121 gols marcados em uma única edição do campeonato espanhol.
E também atingiram o recorde de 32 vitórias na competição , sendo delas 16 fora de casa.
Para selar o campeonato de forma gloriosa, o Real venceu o Barcelona por 2 a 1 em pleno Camp Nou na reta final.
O único grande problema do ano foi a dolorosa eliminação na semifinal da Champions League para o Bayern de Munique nos pênaltis.
Na disputa, Sergio Ramos isolou a sua cobrança.
Parando mais uma vez nas semis e não conseguindo o principal objetivo.
O time também parou nas quartas da Copa do Rei contra o Barcelona.
Período da queda e conflitos internos em 12/13
O terceiro ano de Mourinho ficou marcado pelo desgaste severo com o elenco e pela queda de rendimento nas competições.
Na La Liga, o Real Madrid teve um início muito instável e não conseguiu alcançar o Barcelona ao decorrer do campeonato.
Ficando 15 pontos atrás do rival.
Na Champions League, o time alcançou a sua terceira semifinal consecutiva sob o comando do português, mas foi atropelado pelo Borussia Dortmund com quatro gols de Robert Lewandowski no jogo de ida por 4×1.
No segundo jogo, o time venceu por 2×0, portanto, não conseguiu reverter no agregado.
Contudo, os maiores problemas foram internos.
O vestiário acabou completamente rachado.
Mourinho comprou brigas públicas com grandes líderes e ídolos do clube: barrou o goleiro Iker Casillas (o que gerou enorme crise na imprensa espanhola).
Além de criticar publicamente a dupla de zaga, Sergio Ramos e Pepe.
Ao final daquela temporada decepcionante e sem títulos expressivos a passagem de José Mourinho nos Merengues chegou ao fim.
O único título conquistado na última temporada foi a Supercopa da Espanha contra o Barça.
Os dois times empataram em 4 a 4 no agregado , mas o Real Madrid acabou sendo consagrado como campeão.
Essa foi a primeira vez em que o troféu foi conquistado na regra do gol feito fora de casa.
O Legado de Mourinho no Real Madrid
A passagem de José Mourinho deixou uma base competitiva essencial.
Ele transformou o Real Madrid em um time que recuperou a alma e a agressividade da equipe.
Será que veremos algum vestígio desse momento na próxima temporada europeia?
Mais de uma década depois, ele reencontra novamente o time pressionado por resultados e identidade competitiva.
E além disso, identidade coletiva.
Dada as últimas informações sobre o ambiente dos jogadores.
Resta saber se o treinador ainda consegue provocar o mesmo impacto que transformou o ambiente dos Merengues em uma máquina recordista entre 2010 e 2013.

