“Vai arcar com as consequências”: Fla-Flu dispara contra o Vasco e a guerra pelo Maracanã não tem fim

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Briga pelo Maracanã ganha novo capítulo e segue sem definição a dias da semifinal contra o Boca

A disputa judicial pelo Maracanã para a semifinal da Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors ganhou um novo capítulo neste domingo.

Em menos de 24 horas, o clube cruzmaltino acionou a Justiça para tentar liberar o estádio, enquanto o consórcio Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração da arena, reagiu com um aviso contundente: qualquer problema ficará sob responsabilidade do Vasco.

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A cartada do Vasco: 46 mil bilhetes na mão da torcida

Título: torcida do Vasco da Gama em festa no Maracanã

Depois de ter o uso do Maracanã negado na tarde de sábado, o Vasco agiu rapidamente.

Na noite do mesmo dia, o clube protocolou um pedido urgente de reconsideração, endereçado à desembargadora Suely Lopes Magalhães, 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

O objetivo é reverter a decisão e garantir que a partida do dia 20, contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, seja disputada no estádio carioca.

O principal argumento do Vasco é o número de ingressos já comercializados.

Segundo o clube, 46.014 entradas haviam sido vendidas até o momento em que o recurso foi apresentado.

As vendas começaram na sexta-feira, após uma decisão favorável do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado.

Com o aval judicial, o Vasco indicou oficialmente o Maracanã à Conmebol e iniciou a comercialização dos ingressos.

Nílton Santos não comporta o público, diz o clube

Título: estádio Nilton Santos

O Vasco também argumenta que a mudança de estádio causaria problemas de logística.

Segundo o clube, o Nilton Santos, alternativa apontada pelo consórcio, tem capacidade liberada para 44.661 pessoas, número inferior ao total de ingressos já vendidos para a partida.

Na avaliação cruzmaltina, a troca de local exigiria centenas de cancelamentos e reembolsos.

A petição também lista outros possíveis transtornos:

  • Torcedores: pessoas que compraram ingressos considerando os setores, os acessos e os deslocamentos específicos do Maracanã, incluindo visitantes de outros estados e países.
  • Torcida visitante: cerca de 4 mil ingressos já destinados aos torcedores do Boca Juniors, que exigem áreas próprias para acomodar os visitantes.
  • Segurança: necessidade de reorganizar a segregação entre as torcidas e os esquemas de circulação pelo estádio.
  • Imprensa: aproximadamente 250 profissionais previstos, além de cabines, estruturas para transmissões internacionais e áreas de entrevista que precisariam ser readequadas.

A resposta do consórcio: “perdeu seu objeto”

A Fla-Flu reagiu poucas horas depois e pediu à Justiça que negue o recurso apresentado pelo Vasco.

A concessionária sustenta que o pedido “perdeu seu objeto”, pois foi protocolado às 22h16, no último dia do prazo para a indicação do estádio, quando o limite regulamentar estava praticamente esgotado.

O consórcio também argumenta que o Vasco não contestou os fundamentos processuais da liminar concedida pela desembargadora.

Na avaliação da concessionária, o clube apenas repetiu argumentos já rejeitados, principalmente os relacionados à segurança pública.

Guerra de versões sobre Conmebol e ingressos

Título: logotipo oficial da Conmebol Libertadores

Outro ponto de conflito envolve a posição da Conmebol sobre o estádio.

O Vasco afirma que a entidade confirmou o Maracanã como palco da semifinal. A Fla-Flu rebate que o site oficial informa apenas “Rio de Janeiro”, sem especificar a arena.

Há, porém, um detalhe importante: na noite de sexta-feira, a Conmebol publicou em suas redes oficiais que Vasco e Boca Juniors decidiriam a semifinal no Maracanã.

A concessionária também questiona os números apresentados pelo clube sobre a venda de ingressos.

Segundo o consórcio, o Vasco informou pela manhã a comercialização de 11.446 entradas e, depois, apresentou o total de 46.014.

Para a Fla-Flu, a diferença entre os números não está devidamente comprovada.

“Quem vendeu antes da hora, paga a conta”

Título: torcidas de Fluminense e Flamengo nas arquibancadas

O trecho mais contundente da manifestação atribui ao Vasco a responsabilidade por possíveis prejuízos.

A Fla-Flu alega que o clube iniciou as vendas enquanto o caso ainda estava na Justiça, sujeito a novos recursos e à derrubada de liminares. Para a concessionária, o Vasco deixou a readequação do evento para a última hora e deverá arcar com as consequências.

O consórcio lembra que o regulamento prevê 10 dias de antecedência para definir e adequar o estádio, prazo que permitiria ao clube se reorganizar.

Por fim, a Fla-Flu afirma que o Nilton Santos oferece condições adequadas e defende que a partida seja realizada no estádio.

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