“CLIMA HOSTIL”: Relembre A Classificação Histórica Do Corinthians Contra o Rosario Central Em 2000

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Em maio de 2000, o futebol sul-americano foi palco de um dos confrontos mais tensos da história da Copa Libertadores da América.

Pelas oitavas de final da competição continental, Corinthians e Rosario Central protagonizaram um duelo marcado por rivalidade e tensão nos bastidores.

O confronto ainda teve uma virada emocionante no Estádio do Pacaembu e um desfecho heroico nas mãos do goleiro Dida.

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Uma noite que entrou para a história da Libertadores e ficou marcada pelo clima hostil dentro e fora de campo.

Clima de guerra na Argentina e tentativa de invasão

Título: torcedor do Rosario confrontando Corintianos

O clima hostil começou antes mesmo de a bola rolar para o confronto de ida, disputado em 3 de maio de 2000.

Na tradicional e intimidadora atmosfera de Rosário, a delegação corintiana enfrentou uma recepção marcada pela pressão dos torcedores argentinos.

O ambiente adverso chegou a ultrapassar as arquibancadas do Estádio Gigante de Arroyito.

Durante a estadia da equipe brasileira na Argentina, houve até uma tentativa de invasão ao hotel onde os jogadores estavam hospedados.

Título: Edilson Capetinha em entrevista relembrando o confronto

“Eu lembro que foi um clima meio hostil na Argentina… Quiseram invadir o nosso hotel, soltaram fogos. Aí quando chegou na hora do jogo, nós tomamos de 3 a 2 lá. Só que aí eu cheguei pra dar entrevista e falei assim: ‘Eles venceram de 3 a 2 aqui, mas no Pacaembu eles vão tomar de 3 no mínimo.”

Edílson Capetinha

Dentro de campo, o ritmo também foi intenso.

Apesar da derrota por 3 a 2, o Corinthians conseguiu manter a disputa aberta graças a Luizão.

O atacante marcou os dois gols da equipe brasileira e levou para São Paulo a esperança de uma reação.

O caldeirão do Pacaembu e a reação corintiana

Título: Luizão comemorando gol na partida de volta, no Pacaembu

Se a pressão havia sido grande na Argentina, a resposta veio à altura no dia 9 de maio de 2000.

O Pacaembu recebeu o segundo confronto em um ambiente de enorme expectativa, com a torcida corintiana empurrando a equipe desde os primeiros minutos.

O Corinthians precisava vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente, mas conseguiu construir a vitória necessária para levar a decisão aos pênaltis.

Luizão voltou a ser decisivo e marcou mais duas vezes, enquanto Edílson Capetinha também deixou sua marca.

O Rosario Central, porém, resistiu e conseguiu balançar as redes, mantendo o confronto equilibrado.

No fim dos 90 minutos, vitória corintiana por 3 a 2, mesmo placar do jogo de ida, desta vez a favor do Timão.

Com o agregado empatado, a vaga para as quartas de final precisou ser definida na disputa por pênaltis.

A frieza de Dida e a classificação histórica

Título: defesa heróica de Dida nas penalidades

Foi então que Dida assumiu o protagonismo.

Na decisão por pênaltis, o goleiro mostrou a frieza que se tornaria uma de suas principais características em momentos decisivos.

O arqueiro corintiano defendeu uma das cobranças do Rosario Central, enquanto outra penalidade argentina acabou sendo desperdiçada.

Do outro lado, os jogadores do Corinthians converteram suas cobranças e colocaram a equipe cada vez mais perto da classificação.

No Pacaembu, a tensão deu lugar à festa.

O Corinthians venceu a disputa por pênaltis por 4 a 3 e garantiu uma vaga nas quartas de final da Libertadores de 2000.

Anos depois, Edílson Capetinha relembrou a atmosfera daquela noite e o papel da torcida na reação corintiana:

“Quando apaga a luz no Pacaembu, a torcida veio junto de uma forma que a gente sentiu na hora: ‘Agora não tem jeito, nós vamos passar por cima!’”

A classificação contra o Rosario Central entrou para a história do Corinthians como um dos capítulos mais dramáticos de sua trajetória na Libertadores.

Uma noite de pressão, reação e, principalmente, da frieza de Dida para transformar o Pacaembu em palco de uma classificação inesquecível.

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