Após dois empates decepcionantes contra Irã e Egito.
A Bélgica encara a Nova Zelândia neste sábado (27).
O cenário é de sobrevivência para o elenco belga.
Embora o empate possa ser suficiente, a vida complica.
O destino da equipe não depende apenas de si.
Exige combinação de resultados ou sorte nos terceiros colocados.
O que preocupa é o desempenho irregular apresentado até aqui.
Isso expõe uma fragilidade perigosa para o mata-mata.
Se avançar, a Bélgica pode cruzar com gigantes.
Argentina ou Portugal surgem no caminho nas oitavas.
A provável “última dança” da geração caminha mal.
O desempenho em 2026 está abaixo das expectativas.
O AUGE EM 2018

Sem dúvidas, 2018 consagrou a “geração de ouro” belga.
A equipe tinha craques no auge da carreira.
Lukaku, De Bruyne, Hazard e Courtois lideravam o elenco.
Sob Roberto Martínez, conquistaram o bronze na Rússia.
Foi o melhor resultado da história da seleção.
Eram favoritos, com expectativa real de título mundial.
Após uma fase de grupos perfeita com 100% de aproveitamento.
No mata-mata, o ápice técnico e tático se materializou.
Venceram o Brasil por 2 a 1 com autoridade.
Foi o ponto alto, com atuação antológica de Eden Hazard.
Ele registrou a maior marca de dribles desde 1966.
Houve também o gol decisivo de Kevin De Bruyne.
A Bélgica “bateu na trave” ao perder para a França.
O duelo das semifinais foi extremamente equilibrado.
Aquela Copa deixou a sensação de que viriam conquistas futuramente.
O ENVELHECIMENTO E A FALTA DE RENOVAÇÃO

O que parecia vitorioso tornou-se um comodismo geracional.
Com o tempo, o envelhecimento e a queda foram evidentes.
Eden Hazard, protagonista em 2018, enfrentou decadência física.
Perdeu a explosão característica que o definia em campo.
A defesa histórica, com Kompany, Vertonghen e Alderweireld, envelheceu.
A federação belga não lapidou substitutos à altura deles.
Esse desgaste culminou na eliminação vexatória em 2022.
Caíram na fase de grupos após empate com a Croácia.
A chave ainda contava com a surpreendente seleção de Marrocos.
O que era engrenagem perfeita virou dependência de lampejos.
De Bruyne, Lukaku e Courtois carregam sozinhos o protagonismo.
Sofrem com o desgaste de anos no topo mundial.
A DESPEDIDA MELANCÓLICA?

A tentativa de um último ato em 2026 é melancólica.
Ídolos como De Bruyne, Lukaku e Courtois são veteranos.
O peso dos anos torna-se evidente em cada arrancada.
Eles vestem a camisa com expectativas de um passado glorioso.
Mas já não possuem a mesma agilidade de outrora.
Lutam para evitar um destino temido por muitos torcedores.
É o encerramento da “Geração de Ouro” sem uma taça.
A equipe enfrenta dificuldades físicas e um sistema tático.
Não se adaptam à nova realidade do futebol mundial.
Tropeçam em um cenário onde a sobrevivência está em xeque.
O desfecho caminha longe da glória que se esperava.
Isso consolida a frustração de uma era que encantou.
O brilho técnico, sem renovação, foi eclipsado pelo tempo.
Agora, a Bélgica vive uma encruzilhada muito difícil.
A responsabilidade recai sobre nomes como Doku e Bakayoko.
Eles tentam provar se possuem peso técnico necessário.
A seleção precisará, realisticamente, se reinventar de forma modesta.
O futuro belga exige mais do que talento individual.
Exige uma resiliência que o time busca encontrar urgente.
Para não abreviar precocemente sua história na Copa.

