EM SITUAÇÃO COMPLICADA NA CHAMPIONS, BARCELONA VEM COLECIONANDO FRACASSOS NO CAMPEONATO NOS ÚLTIMOS ANOS

O fim do trio MSN e contratações que não deram resposta à altura do esperado.

Sequências de eliminações dolorosas após a forra de 2015 assombraram o torcedor catalão.

Crises e perda de identidade viraram assunto ao longo dos fracassos. 

Saída de Lionel Messi melancólica, com o time caindo na Europa League em dois anos consecutivos. 

Jovens como Pedri, Gavi e Lamine Yamal surgiram com um grande peso na camisa. 

Após a queda para a Inter em 2025, a equipe chegou neste ano muito mais forte mentalmente.

O grupo buscou superar o passado recente com grandes expectativas após conquistar a La Liga.

Sob o comando de Hansi Flick, o time focou em dominar a Europa no retorno ao Camp Nou.

Porém, após passar pelo Newcastle, o Barcelona foi surpreendido em casa pelo Atlético de Madrid.

A derrota por 2 a 0 complicou a situação para o jogo de volta no estádio Metropolitano.

A FALTA DE PLANEJAMENTO APÓS A SAÍDA DE NEYMAR

O ano de 2017 para o Barcelona foi marcado por emoções intensas e decisões questionáveis.

Houve a virada histórica contra o PSG, mas também o fim do trio MSN com a saída de Neymar.

A transferência recorde de 222 milhões de euros desestabilizou completamente a diretoria do clube.

Com os bolsos cheios e sem planejamento, o clube gastou de forma desordenada e acumulou dívidas.

A equipe tentou substituir Neymar gastando fortunas com jogadores que nunca entregaram o esperado.

Ousmane Dembélé custou 105 milhões de euros, mas sua trajetória foi marcada por lesões e indisciplina.

Philippe Coutinho chegou por 120 milhões com altíssima expectativa, mas nunca se encontrou taticamente.

Ironicamente, ele acabou emprestado ao Bayern, onde ajudaria a eliminar o próprio Barcelona depois.

Para fechar o ciclo, Griezmann foi contratado por 120 milhões em um esquema que não se encaixou.

O clube trocou um ataque letal por um time cheio de estrelas que não se entendia em campo.

O resultado foi uma equipe dependente de Messi, enquanto o coletivo quase não existia mais.

Isso transformou o Barcelona em um gigante vulnerável que desmoronava diante de rivais organizados.

ELIMINAÇÕES DECEPCIONANTES

Essa fase sombria começou na Champions seguinte, apesar de um início promissor na fase de grupos.

Nas oitavas, o time goleou o Chelsea no Camp Nou com dois gols decisivos de Lionel Messi.

Entretanto, após vencer a Roma por 4 a 1 na ida das quartas, o Barcelona foi irreconhecível na Itália.

O time jogou de forma passiva e o gol de Manolas, aos 82 minutos, selou uma queda histórica.

Em 2019, o Blaugrana começou o campeonato sob alta pressão após as últimas eliminações.

Novamente, o início foi dominante, liderando invicto o Grupo B contra Tottenham, Inter e PSV.

No mata-mata, o time se classificou com vitórias sólidas sobre o Lyon nas oitavas e o United nas quartas.

Messi tinha um desempenho brilhante no campeonato, sendo o principal goleador da equipe.

Avançando contra o Liverpool na semifinal, o Barcelona venceu com autoridade no Camp Nou por 3 a 0.

A partida incluiu um golaço de falta memorável de Messi, parecendo garantir a vaga na final.

Mas, em Anfield, o Barcelona sucumbiu à pressão física e mental dos ingleses desfalcados.

O quarto gol do Liverpool expos a ferida de um time que havia perdido sua essência competitiva.

A crise piorou em 2020 com o histórico 8 a 2 sofrido diante do Bayern de Munique em Lisboa.

O Barcelona já vinha jogando mal, pela alta dependência de Messi e pelo estilo lento de Quique Setién.

Naquela Champions, os espanhóis ainda eliminaram o Napoli antes da noite desastrosa em Portugal.

A eliminação inesquecível para os alemães criou uma das noites mais traumáticas para os catalães.

Viram os jogadores do Bayern voarem em campo, enquanto os veteranos do Barça pareciam em câmera lenta.

Aquela derrota foi um aviso para que a filosofia de jogo do time finalmente evoluísse de vez.

A SAÍDA DE MESSI E O CHOQUE DE REALIDADE

Chegamos ao ano mais turbulento da história do clube com uma crise financeira sem precedentes.

2021 marcou o dia mais triste para os catalães: a despedida melancólica de Lionel Messi.

A saída em meio de lágrimas do craque fez os adversários perderem o respeito ao entrar no Camp Nou.

Sem o camisa 10, o time foi totalmente exposto pela perda dos lampejos que salvavam as temporadas.

O resultado foi a eliminação na fase de grupos da Champions, algo que não ocorria há duas décadas.

Ver o Barcelona na Europa League virou rotina em 2022 e 2023, enfrentando o Frankfurt e o United.

Essas quedas na competição secundária mostraram que o buraco era mais profundo do que se imaginava.

O impacto financeiro foi enorme, já que o clube planejava contar com os prêmios das fases finais.

O Barcelona perdeu sua essência e precisou encarar que não era mais um dos favoritos ao título.

A queda de prestígio refletiu na dificuldade em atrair novos patrocinadores e grandes estrelas.

O EIXO DA RECONSTRUÇÃO: ENTRE A GARRA E O DNA

A reconstrução do Barcelona hoje não é apenas tática, mas envolve uma mudança drástica de postura.

As quedas recentes serviram para filtrar quem realmente estava disposto a lutar pela instituição.

Nesse cenário, Raphinha surge como o diferencial competitivo que o clube tanto buscava no mercado.

O brasileiro joga com a intensidade e a “fome” que o torcedor sentia falta há muitos anos.

Mesmo sem o DNA de La Masia, ele entendeu o que significa vestir a camisa blaugrana em campo.

Ele se tornou o motor necessário para proteger e potencializar a técnica dos jovens protagonistas.

Pedri e Gavi foram os primeiros a mostrar serviço, assumindo a responsabilidade no auge da crise.

Eles resgataram a criatividade no meio-campo e a garra que a torcida não via há tempos.

Essa base sólida contribuiu para o surgimento de fenômenos ainda mais precoces, como Lamine Yamal.

Com apenas 16 anos, ele assumiu a responsabilidade em jogos grandes e mudou o patamar do ataque.

O surgimento de Yamal é um sinal de que o Barcelona precisa parar de apenas comprar estrelas.

O foco agora deve ser aperfeiçoar sua base e valorizar quem entende a filosofia do clube.

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